Domingo, por volta das 20 horas, a campainha tocou e ao atender, ouvi o interlocutor:
“A senhora tem alimento ou roupa prá nóis?” Fiquei supresa com o pedido formulado em tal hora da noite e passei por minutos de conflito, presa entre o medo de abrir o portão para um desconhecido, naquele horário, e o sentimento de culpa de não ser solidária.Afinal, diante das catástrofes provocadas pelas chuvas nos últimos meses, deixando ao desabrigo centenas de pessoas, porque estranhar o pedido? Não, não se trata do pedido, mas do horário. Mas a desventura tem horário e pede licença para invadir a vida das pessoas?
“A senhora tem alimento ou roupa prá nóis?” Fiquei supresa com o pedido formulado em tal hora da noite e passei por minutos de conflito, presa entre o medo de abrir o portão para um desconhecido, naquele horário, e o sentimento de culpa de não ser solidária.Afinal, diante das catástrofes provocadas pelas chuvas nos últimos meses, deixando ao desabrigo centenas de pessoas, porque estranhar o pedido? Não, não se trata do pedido, mas do horário. Mas a desventura tem horário e pede licença para invadir a vida das pessoas?

4 comentários:
É realmente um conflito, principalmente se tem um coração bom.
Acontece que com tanta notícia ruim, a gente fica mesmo com medo.
Beijo.
Eneida, concordo. Beijos
Estamos vivendo tempos dificeis em relação à segurança. Há relatos de vários casos de ladrões que se disfarçam de agentes sanitários no combate à dengue, leituristas da cemig, da copasa, e depois que eles entram em casa, só DEUS mesmo...
Todo cidado é pouco, pois são muitas as situações de risco.
Eu não abriria o portão nesta situação.
Abraços,
Rogério.
Verdade, Rogério, realmente todo cuidade é pouco.Um abraço.
Postar um comentário